"Para voar é preciso ter asas, mas mesmo sem elas podemos chegar aos pontos mais altos do mundo". Jeferson SC
quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
UMA GRANDE ALEGRIA REENCONTRAR REGINA LÚCIA LEITE E GIOVANNI BARIS: MEUS AMIGOS FOFINHOS!
terça-feira, 6 de dezembro de 2011
"EU SOU TODO MUNDO E TODO MUNDO É MEU TAMBÉM". BERNARDO CELESTINO PIMENTEL.

BERNARDO CELESTINO PIMENTEL

"Eu também fui criança, também tive Nova cruz, também tinha uma igreja matriz, tinha uma Nossa senhora e tinha um vizinho pobre, que me recebia como se eu fosse um Rei.
Eu tinha um rio, tinha amigos e tinha esperança...
Eu era um menino inteligente e feliz na minha cidade de interior, tinha a casa de seu Sebastião Menezes, funcionário público municipal, que colocava na prateleira da cozinha, vidros cheios de UVAS e JABOTICABAS, para que eu pudesse degustá-las com prazer. O velho esboçava no semblante, na face, o riso e a satisfação que o doce das frutas e o prazer, confortavam a minha alma, alimentavam a minha infância.
A Casa de Dona Júlia Meneses era humilde, mas alegre! Tinha a amizade, tinha o respeito e a consideração, que nem sempre se encontra nos vizinhos de hoje. Um dia eu vou perguntar ao adivinhão, na rua do advinhão, aonde está aquele povo bom da minha infância? Infância de menino rico criado no meio de cabeceiros, ferroviários, mendigos, admirando-os e amando-os, aprendendo com eles o que nem a faculdade me ensinou! Palpar a essência boa das pessoas, a simplicidade! Compreender e respeitar a vida de cada um, ser solidário, não pensar somente em mim...
Vou procurar na rua da matriz, na rua do grupo, uma parte dos meus sonhos, que deixei cair na minha trajetória. Provavelmente um neto o um sobrinho neto, colherá essas sementes de sonhos e a transformarão em realidades, e surgirão outros jardins, que reproduzirão na margem direita do Rio Curimataú, outra porção dos desejos da criança que eu fui e sou.
Nesta sagrada terra dormem os meus pais e os meus avós, dos quais, eu já colhi na infância alguns sonhos, e estou vivendo-os. É assim, é a vida, a vida feliz do homem, que ao chegar na idade adulta, tem saudade e se lembra do cheiro das suas fraldas, se lembra da criança que foi, da sua igreja, dos seus anjos e santos.
Realmente, fui apresentado a Deus e as coisas boas, em casa, por meu pai e minha mãe, mas o colégio N. Sra. do Carmo, na pessoa de Irmã Luisa, foi muito importante na manutenção eterna dessa vida de fé! Aos quatro anos, ajoelhei-me na Igreja Matriz de Nova Cruz e pedí a Deus para ser um instrumento da sua paz, como mandara irmã Luiza. Pedido que ainda faço diariamente, e até aqui, DEUS NUNCA NOS FALTOU: EBENEZER.
Ebenezer, é uma palavra em Aramaico, o idioma de Jesus, que quer dizer: ATÉ AQUI O SENHOR NOS TEM AJUDADO, OU, O SENHOR NUNCA NOS FALTOU, eu estou com Deus e não abro. Quem quiser que vá de qualquer jeito, eu só vou com Deus.
EBENEZER! EBENEZER! EBENEZER.
Salve as emoções, que impedem que a mente apodreça num coração sem alma! Salve o prazer que ajuda a limpar-nos da angústia que suja o mundo!
Ratifico: quem tiver coração de ferro, que dele faça bom proveito!
o MEU é de Carne e SANGRA TODO DIA! O meu é de saudades e toda dia escuta gente! O meu é de solidadriedade e toca de leve, para não ferir tocando. O meu é Humano e todo dia estende a mão e suplica, compreende e abraça....e quando pode chora.
Quer saber de uma coisa? Eu sou de todo mundo, e todo mundo é meu também.
DR BERNARDO CELESTINO PIMENTEL
SÓ DEUS É SUFICIENTE
SÓ DEUS É SUFICIENTE
SÓ DEUS É SUFICIENTE"
"CÂMARA CASCUDO FALANDO SOBRE OS MEUS AVÓS:O PROFESSOR CELESTINO PIMENTEL E A POETISA DO ASSÚ, ANA LIMA".

BERNARDO CELESTINO PIMENTEL

CÂMARA CASCUDO

ANA LIMA TEVE O SEU MOMENTO DE NOTORIEDADE. FOI CITADA, ELOGIADA, TRANSCRITOS OS SEU VERSOS NO RECIFE, EM FORTALEZA, EM BELÉM DO PARÁ.
VEZ POR OUTRA CONVERSAVA COM ANA LIMA, EU ESTAVA CHEIO DE LEITURAS, DE VERSOS,DESLUMBRADO COM A VIDA. NADA PUBLICARA. PUBLICARIA MEU PRIMEIRO ARTIGO JUSTAMENTE EM OUTUBRO DO ANO EM QUE A POETISA DESAPARECEU. FALAVA - ME DOS SEUS VERSO CARINHOSAMENTE MAS O ASSUNTO ESSENCIAL ERA LEMBRAR OS FILHOS, QUE A RODEAVAM COMO BUGARIS. DEI- LHE DE PRESENTE AS PUPILAS DO SENHOR REITOR, DE JÚLIO DINIZ; E TAMBÉM OS SONETOS DE ANTERO DE QUENTAL.
AUTA DE SOUZA, DE QUEM ERA ADMIRADORA FERVOROSA, DIZIA-A "DELICADO SABIÁ DA MATA".
SEUS ÚLTIMOS VERSOS, TRÊS DIAS ANTES DE MORRER, DEDICOU- OS À MIMOSA POETISA ANA LIMA'. NESTE MESMO 1901, ANA LIMA PUBLICAVA SEU LIVRO DE POEMAS: VERBENAS.
EM DEZEMBRO DE 1906, CASOU-SE COM O PROFESSOR CELESTINO PIMENTEL E A DONA DE CASA AFASTOU A POETISA. VIERAM OS FILHOS, OS PROBLEMAS, AS ANGÚSTIAS E AS ALEGRIAS DOMÉSTICAS.
FALECEU EM NATAL A 18 DE JANEIRO DE 1918. NASCERA A 16 DE MAIO DE 1882.
CELESTINO PIMENTEL FOI MEU PROFESSOR E AINDA CONTINUA SENDO. FREQUENTEI-LHE A CASA NA RIO BRANCO E NA RUA DA CONCEIÇÃO, ONDE ANA LIMA FALECEU. TINHA MUITOS VERSOS ESCONDIDOS NAS GAVETAS. VERSOS LÍRICOS E TAMBÉM HUMORÍSTICOS. ONDE ESTARÃO ELES?
ANA LIMA CHEGOU EM NATAL A 26 DE SETEMBRO DE 1899 , NO VAPOR UNA. VINHA EM COMPANHIA DO IRMÃO DEOLINDO LIMA, E A MANA LUZIA. OS OUTROS IRMÃOS ESTAVAM NA CAPITAL, GALDINO LIMA, NESTOR LIMA E LUIZ ANTÓNIO FERREIRA DOS SANTOS LIMA ( O QUE VEIO A SER MÉDICO)".
OBS. EXTRAÍDO DO LIVRO DAS VELHAS FIGURAS, EDIÇÃO DE 1976, DE CÂMARA CASCUDO, PÁGINA 91.
DR. BERNARDO CELESTINO PIMENTEL
SÓ DEUS É SUFICIENTE
SÓ DEUS É SUFICIENTE
SÓ DEUS É SUFICIENTE.
segunda-feira, 5 de dezembro de 2011
CONFRATERNIZAÇÃO NATALINA DA ABCMI - ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE CLUBES DA MELHOR IDADE DO RN, EM 06-12-2011.
domingo, 4 de dezembro de 2011
NILO PEREIRA - DEPOIMENTO DE FRANKLIN JORGE NO WWW.OSANTOOFICIO.COM, EM 04-12-2011.
ESCRITOR FRANKLIN JORGE

NILO DE OLIVEIRA PEREIRA
NILO PEREIRA
Transcrito do NOVO JORNAL [Natal, 4 de Dezembro de 2011]
Por Franklin Jorge
www.osantooficio.com
Quando regressava ao Rio Grande do Norte - após viver na Amazônia -, ao fazer uma daquelas conexões em Brasília, a aeromoça ofereceu-me, para distrair-me do cansativo trajeto desde Rio Branco, um exemplar do “Jornal do Brasil”, no qual instintivamente busquei a colaboração semanal de Josué Montello, que assim, ao escrever-lhe admiravelmente o elogio fúnebre, deu-me notícias de que o nosso amigo Nilo Pereira já não mais se achava entre nós.
Consternado, lembrei-me do ilustre conterrâneo do Ceará-Mirim e do quanto lhe devia em apreço e estímulos, do escritor mais velho e já consagrado por seus pares para com o jovem literato ansioso que, sem nenhuma garantia de êxito e sem aspirar a prêmios, dava os seus primeiros passos no árduo caminho das letras, que costumam cobrar aos seus cultores humilhações e renúncia.
Escritor duma categoria intelectual que se foi tornando cada vez mais rara, na mesma proporção em que entre nós triunfava a mediocridade, Doutor Nilo - como o chamávamos – conhecera-me ainda mal entrado na adolescência e desde então sempre me tratou como um companheiro, um talento realizado e não uma promessa, o que me cativou e fez de mim um fiel discípulo que só desejava honrar-lhe a confiança prodigada sem regateios, criando uma obra que me justificasse no futuro.
Formava, com Edgar Barbosa, a díade dos escritores mais insignes da nossa terra natal, o velho e aristocrático Ceará-Mirim que, por ele imortalizado como um desses burgos medievais, continua vivendo nas páginas compostas por um verdadeiro artífice da literatura; a literatura que era então e continuou sendo a luz de minha vida mal começada.
Além disso, estávamos e estaríamos sempre, os três – Nilo, Edgar e eu -, umbilicalmente unidos a terra onde vimos a luz pela primeira vez, e aos sortilégios de uma infância que remontava às brumas mitológicas da manhã da criação. Nilo, porém, compôs toda a sua obra polifônica sobre um único tema, a infância leve e alada, que para ele foi um dos nomes da Poesia. Ninguém, em tempo algum, o excedeu em seu amor ao Ceará-Mirim.
Pertenciam ao mais seleto grupo de escritores da sua geração. Amigos desde a escola primária no Ceará-Mirim, seriam por afinidade de estilo e visão do mundo, dois proustianos, cada um à sua maneira inesquecível. Dois mestres distintos, embebidos de pensamentos e de humanismo, enfim.
Nilo, numa linha de auto-análise e lirismo viril.
Edgar, um ático cujas sentenças lapidares eram incisões no ato de pensar.
Ambos, leitores hipercríticos e criadores literários vacinados contra a neutralidade do estilo, nem bom nem mau, que caracteriza os medíocres que ousam encarar o desafio da escritura.
Durante anos, até a sua morte, nos correspondemos e dele guardo algumas cartas que resumem toda uma cultura e um estar no mundo. E, nesse dilatado espaço de tempo, algumas vezes tive a honra de ser objeto de suas crônicas, dessas crônicas que por mais de sessenta anos escreveu e publicou no secular “Jornal do Comércio”, um dos mais prestigiosos periódicos pernambucanos, numa época em que o jornal era um padrão e constituía referência para o mundo letrado.
Também distinguiu-me, citando-me em alguns de seus principais livros - a começar pela reedição de “Imagens do Ceará-Mirim”, passando por sua única tentativa de romance, “A Rosa Verde” e o livro que escreveu sobre Jornalismo Literário, obras atualmente esgotadas e, por seu mérito, dignas de reedição.
Como Edgar Barbosa, seduzia-nos Nilo Pereira pela erudição e síntese com que dava-nos a conhecer o seu talento, expresso em obras evocatórias que delatam sua mestria de artífice da palavra.
Uma erudição, enfim, que nada tinha de rebarbativa ou dogmática. Relendo-o, agora, delicio-me com a criação de um escritor autentico que escrevia com leveza de forma e profundidade de conteúdo, ao circunscrever, no âmbito da crônica, toda uma enciclopédia de sugestões embebidas em contagiante humanismo literário.
AGRADECIMENTOS PELO APOIO ÀS FESTIVIDADES CULTURAIS DA ACADEMIA CEARAMIRINENSE DE LETRAS E ARTES, NAS FESTIVIDADES DA PADROEIRA DE CEARÁ-MIRIM!


Nossos agradecimentos aos digníssimos patrocinadores:
Aécio Emerenciano, Armando Holanda, Caroline Brandão Soares, Centro Esportivo e Cultural de Ceará-Mirim, Diógenes da Cunha Lima, Eduardo Lago, Franklin Marinho Jr., Iaperi Araújo, Instituto de Radiologia de Natal, Jailza Simões, Júlio César Câmara, Leda Varela, Luís Cláudio Brandão Soares, Marcos Roberto Cavalcanti, Maria José Brandão Soares, Stephanie Brandão Soares Menezes e Valério Alfredo Mesquita.
Que N.Sra. da Conceição lhes cubra de graças pelo gesto amigo e solidário.
A ACLA AGRADECE EM NOME DO PRESIDENTE E DEMAIS ACADÊMICOS, A REALIZAÇÃO CULTURAL DAS FESTAS DA PADROEIRA DE CEARÁ-MIRIM: N.SRA. DA CONCEIÇÃO.
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