quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

O SARAUTERAPIA DO CRO EM 18-01-2012, FOI SUCESSO LAVRADO PELO YOUTUBE (PARTE 02).

SARAUTERAPIA DA TERCEIRA QUARTA-FEIRA DE JANEIRO, REPRODUZIDO PELO BLOG www.dentistasescritores.blogspot.com E LANÇADO NO YOUTUBE, FOI UM SUCESSO - UMA FONTE JORRANDO MÚSICA E POESIA!
DR. RUBENS BARROS DE AZEVEDO - PRESIDENTE NACIONAL DA SOCIEDADE DE DENTISTAS ESCRITORES- (www.dentistasescritores.blogspot.com), QUE ABRIU O SARAU, COMO DE COSTUME, FAZENDO HOMENAGEM AO(S) LITERATO (S) ANIVERSARIANTES DO DIA, QUE SE ENCONTRAM EM OUTRA PAISAGEM. LINDISSIMA NOITE DO SARAUTERAPIA.
POETAS: ANTONIO FRANCISCO, JOSÉ ACACI, CEICINHA CÂMARA E DAMAASCENO!
PLATÉIA AINDA NO INÍCIO DO SARAU
POETA ESTREANTE NO SARAUTERAPIA
JAIME GALVÃO -
A FESTA DA MÚSICA POPULAR E DA ALEGRIA!
PLATÉIA FELIZ, ONDE SE VÊ DE BLUSA COR-DE-ROSA, ENTRE TANTOS POETAS, A NOSSA MUI QUERIDA ALEGRIA - "HILDA FURACÃO" DO RN.
UM POETA QUE DIZ DAS COISAS DA ALMA E DO CORAÇÃO!
ARLETE - A FOFINHA QUE AJUDOU-ME COM AS FOTOS. UMA POETISA TERNURINHA!
OUTRO ESTREANTE MUITO FOFINHO MESMO!
POETISA ZENEIDE - EMOCIONADA, CANTANDO SUA LIRA ROMÂNTICA
POETA GERMANO -
UM ESTREANTE QUE DEU UM LINDO RECADO!
E CEICINHA CÂMARA IMISCUIU-SE EM NOSSO REINO, FESTEJANDO SUA PRESENÇA EM NATAL. DIA 27 ELA RETORNA A PORTUGAL!!!
ELA FOI HOMENAGEADA POR BETUCA (ALBERTO CÍCERO), APÓS O SARAU, COM UM JANTAR NO DOUCE FRANCE. PALMAS PARA O POETA AÇUCARADO DO PEDACINHO MAIS DOCE DA FRANÇA EM NATAL - BETUCA!
ELA É O MÁXIMO!!! NOSSA VERSÃO POÉTICA DE UMA "HILDA FURACÃO" SÓ DE ALEGRIAS. NINGUÉM A CHAMA PELO NOME DE BATISMO, AFINAL, ELA É UM FURACÃO SÓ DE BELOS POEMAS E ALEGRIAS CONSTANTES!
TIÃO BEZERRA E SUA IOLANDA, UMA AMIGA ESTREANTE, CEICINHA CAMARA, POETA DAMASCENO E LÚCIA HELENA QUE GERALDA EFIGÊNIA BATIZOU COM ÁGUAS DE POESIA, DE "BARONESA DO VALE VERDE".
TROVADOR FRANCISCO MACEDO QUE LEVOU CARTEIRAS DE CIGARROS COM BELOS CIGARROS QUE, AO SEREM ABERTOS, CONTINHAM, COMO NA FORMA DE UM CIGARRO, TRÊS TROVAS!
POETAS: ROBERTO NOIR, HILDA FURACÃO, RUBENS AZEVEDO, CEICINHA CÂMARA E ZENEIDE.
CHICO CAICÓ, EM MAIS UMA MARAVILHOSA PERFORMANCE MUSICAL E POÉTICA!

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

EM HOMENAGEM À MEMÓRIA DA MINHA GRANDE AMIGA IONE BASTOS MESQUITA, ANIVERSARIANTE DO DIA 06 DE JANEIRO!

IONE BASTOS MESQUITA - ONINHA

Transcrevo, com emoção e amor, a carta que fiz para Carlos Júnior, em 2004, o primogênito de Ione Bastos Mesquita e dr. Carlos Mesquita (*). Publico-a hoje, após o dia do encantamento e sepultamento do meu mestre Enélio Petrovich.

Natal, 14 -10-2004


“Oh! Luluca, se eu tivesse o dom de escrever sofreria bem menos, porque falaria em versos!..”


Carlos Junior,

Ao longo de muitos anos, quando Oninha me telefonava, havia um leve toque de poesia no seu falar. E os seus desabafos eram constantes, pelo menos a cada mês, quando vinha à minha casa ou por telefone (e vice-versa).
Tivemos um relacionamento de muita compreensão, confiança e intimidade. Não havia mistério, segredo, conflito, angústia ou qualquer outro sentimento que não fosse partilhado. Do último ano para cá falávamos mais por telefone. Ouço, como se fosse neste exato momento, o telefone tocar e ela dizer: “Oh! Luluca, você vive tão ocupada ou fora de casa, do jeito que vai terei que agendar uma horinha para lhe ver. Isso é de quem é importante, e você é essa pessoa linda e muito importante”. Ela dizia isso (parecia, na sua voz, uma construção poética) e dava uma boa gargalhada. Não havia cobrança, reclamação ou coisas no gênero. A nossa amizade era sólida, resistente às intempéries.
No ano passado fui buscá-la para darmos uns passeios e lancharmos em algum lugar. Começamos a conversar, colocar os assuntos em dia e quando vimos o tempo havia passado. Ela enchia a boca de ar para dizer: “Isso é que é uma bosta, terminamos ficando mesmo em casa. Ora, mas foi tão bom esse tempinho juntas!” Nessa tarde rimos muito como se as nossas vidas fossem fáceis e bem resolvidas. Afinal, precisávamos escapar dos “fantasmas” rondando o nosso acampamento, das solidões, carências e outros sentires!
Conheci, Oninha, nos idos de 1967, na Maternidade (MEJC). Jamais esquecerei a cena hilária que passo a recordar: Dr. Mesquita vinha no corredor quando pedi-lhe um cigarro – havia deixado o meu no outro andar - (estava começando o terrível vício) e ele disse: “pegue no bolso do meu jaleco, minhas mãos estão molhadas”. Foi quando Ione apareceu e, arrebitando aquele nariz falou em voz alta e bom som: “Quem é essa cabrita? Olha aqui, menina, esse homem é meu marido e pai dos meus filhos”. Dr. Mesquita ficou vermelho e respondeu um tanto constrangido (com aquela voz rouca, inconfundível - Deus, quanto amei Dr. Mesquita, a única pessoa que pude comparar à bondade do meu pai!!!): “Acabe com isso Ione, essa moça é muito direita, é irmã de Gipse e trabalha aqui”. Eu fechei a cara e saí um tanto surpresa e magoada. Ela alcançou-me e desculpou-se. E nossa amizade perdurou por 37 anos.
Sempre lhe telefonava bem antes do dia 6 de janeiro (seu aniversário e dia de Reis) e ela dizia: “apareça lá pela Souza Pinto, não é festa, só um reencontro, etc...” E nunca compareceu às comemorações dos meus aniversários e nunca reclamei, gosto de respeitar o temperamento alheio. Dias depois aparecia com um presente. Tínhamos as afinidades maiores da solidariedade, da confiança mútua e do coração. Os bens mais preciosos numa amizade verdadeira.
Sempre me dizia: “Se eu for antes de você, sei que não irá ao meu...(excluo a palavra sórdida que significa ficar a sete palmos do chão) eu lhe conheço e sei que vai sofrer e se lembrar dessa neguinha”. Ela estava certa, no dia do seu “encantamento”, lá estava Ivanise (tão meiga e carinhosa comigo) deixando-me alguns minutinhos com a minha amiga (não cheguei a olhar... quero sempre lembrá-la como a mais perfeita imagem da bondade, honestidade e franqueza. Lembrar suas qualidades maravilhosas e os defeitos que sabíamos administrar. Passei uma meia hora, talvez mais, sentindo um aperto na garganta e os meus gritos mudos loucos para serem extrapolados do peito. Voltei para casa, precisava ficar só. Perto das quatro horas da madrugada, ainda sem dormir, já havia perdido, completamente, a voz. Tive edema na garganta pelo choque emocional. Passei dias em repouso. E, justamente, na noite após a missa de sétimo dia (não dou importância às exéquias, não as quero nem para mim, com muito esforço irei às minhas, se meus filhos quiserem, caso contrário, que haja logo o embarque...-), rouquíssima, com dificuldade para falar, liguei para sua casa Carlinhos e Paula Eu tentava falar (rouquíssima) da minha dor... Depois telefonei para Iara mal conseguindo falar, ela o fez por mim, transmitindo-me o amor e a saudade da boa irmã, reafirmando a certeza do bem querer de Ione por mim! Iara sabia da nossa amizade sincera, assim como Ivanise.
Carlinhos, fui desde que iniciei esta, não consigo dizer o que sinto. Eu e Oninha éramos tão abertas uma com a outra. Nós nos amávamos como almas gêmeas. Um amor espiritual, humano, cheio de doação, compartilhado nas poucas e raras alegrias, repartido nas tristezas e angústias.
Ione Bastos Mesquita,ou,simplesmente: Oninha, minha neguinha!
“Luluca sabe o que eu queria fazer hoje? dar um passeio para bem longe, olhar os jardins que existem por esse mundo afora, contemplar os rios, ver os pássaros voando”! Ela realizou essa viagem com olhos de ver e sentir, embora comentando, ao retornar: “Tudo muito lindo, o progresso enorme..mas, como o nosso Brasil não tem igual!”
Quando conheceu o meu neto teve essa bela expansão da alma: “Isso é que é um menino bonito”! Ele só tinha três aninhos, e ela lhe disse: “Sabia que sou uma grande amiga da sua avó gorducha? Dê muito amor a ela, isso é o que vai sustentando a gente! Sem o resto a gente ainda passa...”
Um dia avisei-lhe que faria várias homenagens, inclusive para ela, no TAM (Teatro) e ela logo se irritou: “Pode tirar o meu nome, guarde-o no seu coração, nem invente que eu não piso lá e ainda vou ficar zangada”...Essa era a minha Oninha, simples, sincera e humilde. Mas eu lhe fiz a homenagem. Como excluí-la do elenco de pessoas merecedoras?
Escrevo-lhe chorando. Penso em Oninha, no seu grande amor por Dr. Mesquita, no carinho e amor pelos filhos: Carlinhos, Ana osa e Cláudio (“o melhor que restou”-palavras que repetia sempre). Depois foram chegando os netos e ela dava uma risada dizendo: “Os netos vão nos mostrando novas alegrias, continuando nossas vidas e indicando os caminhos da nossa velhice...”
Ione teve grandes gestos (gestos de sua bela humanidade), não importando quanto lhe custasse “salvar” alguém enquanto se afogava num mar de preocupações, num oceano de angústias ou, mesmo num pequeno lago de inquietações. Era o que se podia dizer: perdia sangue, suor e lágrimas se fosse preciso minimizar a dor alheia! Ou como diria Rui Barbosa: “Não veja sua mão direita o que a esquerda faz...”
Amava as criaturas, afinal, para amar ela foi feita, sem jamais dizer das suas carências, salvo em meu ombro amigo, onde fazia as suas mais íntimas confissões e derramava as suas lágrimas.
Antes de se submeter à primeira cirurgia, ela me deu um longo telefonema: “Sabe, Luluca, nesses dias vou acabar exposta à venda como sucata, como ferro velho e duvido que tenha quem dê um centavo sequer por qualquer peça desse carro velho”...e sorria, sorria com aquela espontaneidade costumeira. Para ela, creio, o riso era uma grande força! E disse mais: “Ah! Ah! Ah! Do jeito que ando com as válvulas entupidas, duvido que o carro velho volte a andar. Se eu sair dessa quero dar um passeio com você, a gente vai para a praia, arranja um tocador de violão e faz a festa. Estou precisando disso, de uma noite de lua e você fazendo um poema para mim...” Dias depois fui participar, em Fortaleza/Ce, do Encontro Norte e Nordeste de Autores Brasileiros. Ao retornar, no dia 26, como uma nuvem que se esgarça, num céu de ouro estelar, a minha Oninha foi se encontrar com os anjos. Ela saiu em busca dos seus rios e mares, de uma caminha macia feita de algodão e pétalas de rosas. As rosas do roseiral florido da sua alma luminosa, onde um lírio recebeu-a para enfeitar a redoma de luz da sua alma, no reencontro eterno de um amor que jamais se acabou.
Afirmo isso com a convicção de quem conhecia Ione Bastos Mesquita, relembrando a sua dedicação à época em que acompanhou Dr. Mesquita a São Paulo (transplante de rins) e escrevia-me. Numa das cartas transcrevo um trechinho que diz da sua poesia amorosa, da sua inteira consciência diante do “quadro grave” do seu amado esposo: “Aqui tudo é tão sombrio! Sinto falta do nosso sol ( até do calor insuportável), da nossa terrinha querida. Ah! Luluca, Mesquita está muito doente e já não estou encontrando forças para lutar. No entanto, devo lutar e demonstrar força. É Mesquita que eu. Amo hoje com a mesma intensidade de ontem! Quanto aos erros e defeitos...que atire a primeira pedra quem já não os tiver cometido!” E Mesquita é um homem de bem, eis o que vale”!
Assim que tomei conhecimento do “passamento” de Carmen Reis Maffioletti (nossa ex-companheira de repartição), dei-me um tempinho para não aumentar a minha adrenalina e liguei para Oninha que comentou: “Coitada, sofreu tanto, agora descansou, está em paz. Mas não vou à nada, não ando lá muito bem”. Depois, resolvemos ir à missa de primeiro mês na Capela do Colégio Marista. Choramos tanto que algumas pessoas davam-nos os pêsames. Ao sairmos levei-a ao Douce France. Ao ler o cardápio ela disse: “ Eu sei lá o que é “basquaise”, você faz o pedido porque não conheço nada daqui” e já ia se irritar quando lhe disse: nem pense, pode ficar caladinha que hoje quem manda sou eu. E ela abriu aquele sorriso costumeiro. Pedi para Betuca (nesse tempo havia o fundo musical) colocar um CD só de músicas francesas (musicadas em gaitas). Santo Deus, quanto emocionou-se, as lágrimas chegaram a dançar dentro dos seus olhos! Ficamos conversando um bom tempo, a noite estava fresca, ela deu uma olhada no corredor das vitrines, achou tudo tão lindo e disse: “É, isso aqui parece mesmo uma vila colonial”. Na sua elegância costumeira, Alberto, o dono, como sempre faz com os “estreantes” mandou o maitre servir-lhe uma fatia de tartan com chantili. Ela deu uma boa risada e disse: “Se fui pobre nem me lembro, o negócio é andar com gente importante, não quero nem saber, vou comer tudo isso que é bom demais...”
Ione tinha uma personalidade ímpar, imbatível. Ao mesmo tempo preservava alguns arroubos infantis maravilhosos. Um dia fomos ao Natal Shopping (fui buscá-la porque ela morava perto do estabelecimento). Andamos pelas lojas, boutiques, fizemos um lanche e jogamos na mega-sena. Já no final da tarde observei que ela havia calçado sapatos diferentes e quando lhe alertei começamos a rir de tal forma que mal podíamos nos conter. Fomos para a praça da alimentação. Ela tirou um lenço para enxugar os olhos quando um senhor deu uma piscadela para ela. Santo Deus, a situação piorou e nossas gargalhadas explodiram. Ela chegou ao ponto de colocar a cabeça sobre a mesa para disfarçar, não houve solução, de repente ela disse: “Lu-lu-ca, eu me urinei, quac, quac, quac, se o pobre homem soubesse que ando mais pra lá do que pra cá...”
De outra feita convidei-a para assistir “Uma Carta de Amor”, no mesmo shopping e avisei-lhe de que veria um homem lindo: o ator do filme - Kevin Costner. Por telefone ela disse: “Estou mesmo precisando sair.” No meio do filme ela falou: “Você tem razão, Luluca, esse homem é bonito demais e o filme é ótimo”. Não falou alto, mas, atrás havia um casal e o homem fez: “psiu e acrescentou: “ se quiserem conversar vão saindo”. Pronto, ela danou-se e arrebitou “as ventas” dizendo: “Luluca, tem um queijo do reino por aqui?” Olhei para trás e vi a cabeça redonda, brilhosa e careca do homem. Não deu outra e tivemos um verdadeiro ataque de riso. O casal trocou de lugar e nós tivemos que nos controlar. Ela adorou o filme e apaixonou-se, como eu, pelo belíssimo Kevin Costner.
. Uma mulher admirável! Se eu fosse falar mais sobre Oninha teria que escrever um livro, são tantos episódios, tantas coisas boas, venturosas, outras bem adversas. Afinal, a vida é essa eterna dualidade: a alegria e a tristeza. E os sonhos que sonhamos ao longo dos anos, de alguma forma tornam-se a nossa mais íntima realidade.
Quanto à minha Oninha, ela estará sempre em meu coração, até que nos encontremos em outras dimensões.
Com as lágrimas molhadas na poesia do meu amor, dedico à Oninha - in memorian - esses momentos de contemplações e diletas lembranças, através do seu primogênito - Carlinhos.


Lúcia Helena (Luluca)

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

DR. RUBENS AZEVEDO CONVIDA PARA O SARAUTERAPIA DESTA QUARTA CULTURAL, NO AUDITÓRIO DO CONSELHO REGIONAL DE ODONTOLOGIA.

SOCIEDADE DE DENTISTAS ESCRITORES E O CONSELHO REGIONAL DE ODONTOLOGIA CONVIDAM PARA O SARAUTERAPIA DE AMANHÃ, 18-01-2012, COM MUITA FESTA E O LANÇAMENTO DA COLEÇÃO DE LITERATURA DE CORDEL DE ANTONIO FRANCISCO. MÚSICA, POESIA, CAUSAS, CANTORIAS E..VÁ COMPROVAR E DEPOIS VEJA PELO YOUTUBE!!!
DR. RUBENS AZEVEDO - PRESIDENTE NACIONAL DA SOCIEDADE BRASILEIRA DE DENTISTAS ESCRITORES.

SARAUTERAPIA NA QUARTA CULTURAL

ANO VIII Sempre na 1ª e na 3ª quarta-feira do mês -
SARAUTERAPIA: POESIA, MÚSICA, CAUSOS, HUMANISMO.
PRÓXIMO-ESPECIAL: QUARTA-FEIRA - 18. 01. 2012 - 18 às 20 horas.
TEMA CENTRAL: O QUE VOCÊ ESPERA DE 2012?
Imperdível show Especial de ANTÔNIO FRANCISCO (Teixeira de Melo): 20/21h
Graduado (História) pela Universidade do Estado do Rio Grande do Norte/UERN
Poeta popular, cordelista, xilógrafo e compositor; Titular da Academia Brasileira de Literatura de Cordel: Cadeira 15 (Patativa do Assaré).
Lançará 01 preciosidade: Coleção de 05 livros + 02 cd’s (50 narrações) no valor de R$50,00
SPVA/RN - Sociedade dos Poetas Vivos e Afins do RN
Rua Cônego Leão Fernandes, nº 619. Petrópolis.
(A RUA QUE FICA ATRÁS DO BISTRÔ DOUCE FRAN CE)

HOJE É O ANIVERSÁRIO DA TERRA DE JOSÉ DE ALENCAR E DE TANTOS E TANTOS GRANDES NOMES. PARABÉNS AO QUERIDOS CEARENSES!

ESTÁTUA DE RACHEL DE QUEIROZ, EM BRONZE, NA PRAÇA JOÃO TIBÚRCIO, EM FORTALEZA/CE.
LUCIANO ROCHA, TURISMÓLOGO, ARTISTA PLÁSTICO, BLOGUEIRO E CIDADÃO DO MUNDO.
O Dia do Ceará, 17 de janeiro, faz parte do calendário oficial de eventos do Estado. A data comemorativa é referente ao dia em que o Ceará ganhou autonomia da Capitania de Pernambuco em 1799, tornando-se, administrativamente, independente. O valor simbólico do Dia do Ceará será comemorado pelo Governo do Estado com diversas manifestações culturais na cidade de Aquiraz, primeira capital do Estado, e em Fortaleza.


Sobre o Dia do Ceará

Esse dia faz parte do calendário oficial de eventos do Estado por meio da lei nº13.470, de 18 de maio de 2004, que instituiu a data comemorativa que referencia o dia em que o Ceará ganhou autonomia da Capitania de Pernambuco, em 1799. A emancipação do Ceará foi garantida por Carta Régia assinada pela Imperatriz de Portugal, D. Maria I, em virtude do crescimento populacional e econômico que a antiga capitania do Ceará apresentava em 1799. A Lei estadual determina a realização anual de um evento oficial em Aquiraz, primeira capital do Estado, por ocasião da data. Além disso, órgãos e entidades da administração estadual, assim como as escolas da rede pública estadual de ensino, devem promover o Dia do Ceará.

FONTE: VIDA & ARTE
de Luciano Rocha

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

PALAVRAS DE DIÓGENES DA CUNHA LIMA, SOBRE O GRAVÍSSIMO ESTADO DE SAÚDE DO PADRE NORMANDO PIGNATARO DELGADO.

DIÓGENES DA CUNHA LIMA CHEGANDO DE RECENTE VIAGEM, RECEBE MEU TELEFONEMA SOBRE O GRAVE ESTADO DE SAÚDE DO SEU AMIGO, CONFRADE E CONTERRÂNEO DE NOVA CRUZ - RN: NORMANDO PIGNATARO DELGADO, JÁ COM RESTRIÇÕES DE VISITAS NA UTI DA CASA DE SAÚDE SÃO LUCAS.
VEJAMOS ABAIXO A EXPANSÃO ESPIRITUAL DO POETA AO SEU DILETO AMIGO.
PE. NORMANDO PIGNATARO DELGADO
As palavras de Diógenes da Cunha Lima, quando lhe comuniquei, por telefone, sobre o gravíssimo estado de saúde do Padre Normando Delgado, que encontra-se internado na Unidade de Terapia Intensiva da Casa de Saúde São Lucas.
Normando Pignataro Delgado nasceu em Nova Cuz/RN, em 09-03-1934, terra da padroeira N.Sra. da Conceição.

PALAVRAS DE DIÓGENES DA CUNHA LIMA

"Lúcia Helena, quanto lamento! Normando é a bondade em ação. Ele é o representante das coisas divinas de N.Sra. É o amigo do mais íntimo do meu coração" (Diógenes da Cunha Lima)

A MENTIRA - CRÔNICA DO ESCRITOR E JORNALISTA PÚBLIO JOSÉ

PÚBLIO JOSÉ

A MENTIRA

Públio José - jornalista
(publiojose@gmail.com)


A cena se passa numa das novelas da tv. Na sala de uma casa o telefone toca. A empregada doméstica vai atender, enquanto a dona da casa dialoga com o filho na faixa dos dez anos. A empregada tira o fone do gancho. Do outro lado da linha uma mulher se identifica e pergunta se a dona da casa está. Ao ouvir o nome da pessoa que está ao telefone, a patroa gesticula para a empregada, orientando-a a dizer que ela não está. O menino assiste à cena meio intrigado. Se a sua mãe está, porque dizer à empregada que não está? Cenas iguais a essa se repetem diariamente em todos os lugares do mundo. Tendo por base a mentira, as pessoas tentam, de todas as maneiras, se desvencilhar das dificuldades e vicissitudes que encontram pela frente. A saída, normalmente, é se livrar do problema entranhando-o de mentira. Nunca o encarando com coragem, firmeza, determinação. Porque será?
A mulher da novela é só um exemplo da maneira desonesta, irresponsável e inconsequente que adotamos, na maioria das vezes, para resolver problemas do dia-a-dia. O pior é que nos esquecemos das pessoas que estão ao nosso redor, nos analisando, nos observando e nos adotando como modelo a seguir. Futuramente, o que a mãe que mente diante do filho, ainda pequeno, quererá dele quando tiver que vê-lo enfrentando suas próprias dificuldades? Que ele as enfrente esgrimindo a espada da verdade? Que ele pratique comportamentos que nunca presenciou em casa adotados pelos pais? Como, se diante de si teve sempre adultos como exemplos, como referenciais, mentindo, distorcendo, trilhando o caminho da mentira? Como, se assiste, diariamente, adulto já profissionalizado, o chefe na repartição utilizar-se prioritariamente da mentira para resolver o que surge no seu escaninho?
Pela televisão também assistimos as lideranças políticas darem um verdadeiro show no emprego da mentira, da falsidade, da dissimulação, quando tentam justificar seus maus feitos na vida pública. Porque o ser humano mente tanto? O mundo dos negócios, o das atividades esportivas e comerciais, por exemplo, também não ficam atrás. Nesse terreno é dado por inteligente, competente, sagaz, o que sabe utilizar, com o máximo da maestria, os instrumentos da mentira, da matreirice, do engano. Quando se ouve dizer “Fulano é competente” é porque, na maioria das vezes, o elogio está ligado ao uso descarado, pelo elogiado, da falta da verdade. O interessante, acima de tudo, é que aprendemos desde cedo, nos bancos escolares, no catecismo católico, nas escolas dominicais das igrejas evangélicas, que devemos nos valer da verdade sempre – defendendo-a e empregando-a ao longo da vida.
A respeito da questão, a Bíblia nos ensina que, para o cristão, o sim é sempre sim e o não é sempre não. Nos esclarece, ainda, que os mentirosos jamais herdarão o reino dos céus. Jesus salienta, também sobre o assunto, que o Diabo é o pai da mentira. Logo, quem se utiliza rotineiramente do seu uso está fazendo o jogo daquele que, segundo Jesus, só veio para matar, roubar e destruir. O interessante é que, ao sairmos da inocência da infância para o jogo bruto do aprendizado profissional, somos sempre instruídos a fazer da mentira um instrumento valioso para o alcance do sucesso. Esse comportamento vai deixando sequelas irreparáveis ao longo de nossas vidas e criando, ao nosso redor, seguidores fiéis, aprendizes capacitados a se exercitarem na prática da mentira. Ah, a mentira. Como se livrar do seu veneno? Como deixar de vê-la nos outros e de usá-la no dia-a-dia?

POEMA DA MINHA CONFREIRA DE POETA DEL MUNDO - CLEVANE PESSOA.


Crianças Assassinadas em El Salvador

Crianças ainda sem saber de rumos, posições, partidarismos.
Crianças com a verdade da inocência, caladas e sem voz.
Crianças cuja mensagem de luz nos olhos de pupilas-espelhos
não mais será transmitida.
mortas-matadas, assassinadas.
Não rirão quais pássaros que pipilam.
Não voarão em deliciosos ritornellos,
asas a aquecer-se ao sol das Américas.
Não protestarão de suas mortalhas que foram apenas
as roupas cotidianas,
quais penas encardidas.

Em San Salvador, as crianças não tiveram salvação
para manterem a chama votiva de suas existências.
Apenas foram apagadas.
Pálpebras fechadas.
Mãos sem gestos e acenos.

Nunca mais ouviremos nem seu riso
nem seu pranto.

Não voltarão para suas casas,
nem trarão joelhinhos esfolados para a mãe soprar
ou curar com beijos.

Diz-se que no meio da noite, ouve-se com brisa
um breve queixume coletivo.
E que os úteros que as geraram se encolhem e tremulam
-quando também já não estão mortos.
Diz-se que os otimistas
ouvem as crianças assassinadas
brincando nas calçadas.

Mas quando saem de suas casas veem apenas ruas
e praças vazias.

Sentem medo, retornam-se e trancam-se ,
para que os assassinos não se lembrem delas,
que também um dia já foram meninos e meninas,
filhos de seus pais e mães.
E oram, para que os matadores de crianças
recordem-se que eles próprios
também foram pequenos e inocentes
e possam arrepender-se da morte
dos que não tiveram oportunidade de crescer
e engrandecer nem pais e nem País.

Clevane Pessoa

Conselheira do IMEL.

Obs: imagem recebida pela Intrnet, desconheço o autor da Arte. Se souber, avise-me para darmos o devido crédito (hana.haruko1@gmail.com)

http://hana-haruko.blogspot.com