domingo, 11 de março de 2012

DUAS GRANDES MULHERES DA LITERATURA BRASILEIRA. DOIS POEMAS SOBRE A MULHER.


MULHER DE CADA DIA

Teresinka Pereira

Cada dia
e' o dia da mulher
que trabalha
porque ama,
porque sonha.

Pelo caminho
seus pés vão firmes
em silêncio,
rompendo barreiras
de discriminação.
Vai tragando a cólera
para fortalecer a alma
e transforma'-la em orgulho
porque sonha
que as outras a acompanham
ao justo dia da liberdade
de ser cidadã
de primeira classe,
sem deixar de ser mulher!

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Darci Paula Cavalcanti


VIVA!

Viva a mulher planetária,
a mulher latina
a mulher brasileira
a mulher idígena
a mulher negra
a mulher mulata
a mulher amarela

Viva a mulher parideira,
a mulher lavadeira
a mulher do campo
a mulher do lar
a mulher da rua
a mulher das favelas
a mulher mãe dos párias

Viva a mulher professora,
a mulher estudante
a mulher sonhadora,trabalhadora
a mulher honesta,solidária
a mulher cozinheira,arrumadeira
a mulher costureira,bordadeira
a mulher na construção civil

Viva as mulheres que perderam
a flor do sonho da vida.
As mulheres pobres
exploradas,com direitos roubados
que trabalham sol a sol
para sustentarem familias
e não aparecem nas mídias

Viva as mulheres cantoras
as mulheres escritoras
as mulheres poetisas
as mulheres militantes
as mulheres ativistas
as mulheres revolucionárias
do Brasil e todos Países

sexta-feira, 9 de março de 2012

"O MITO JUVENAL ANTUNES" - POR FRANKLIN JORGE (DO NOVO JORNAL PARA O SITE: O SANTO OFÍCIO)

JUVENAL ANTUNES DE OLIVEIRA

POR O SANTO OFÍCIO | 23 MARÇO, 2011

Transcrito do NOVO JORNAL

Por Franklin Jorge

Fragmentos do livro “Abaixo do Equador” (inédito)

Domingo à tarde fomos passear no Segundo Distrito, o poeta Thiago de Mello e eu. Caminhando pelo Calçadão em meio ao povo alegre de Rio Branco, o autor de “Faz Escuro Mais eu Canto” não escondia a sua ternura pela cidade, exaltada pela beleza de suas mulheres a que se acrescenta a vocação hospitaleira dos acreanos.
No Bar da Gameleira, um encantador refúgio sobre o preguiçoso rio Acre, encontramos em libação com os amigos o jornalista José Chalub Leite, autor de um livro em preparo sobre personagens da cidade, entre as quais teria incluído segundo me informa o poeta norte-rio-grandense Juvenal Antunes, meu conterrâneo, autor de uns versos célebres de elogio à preguiça.
Defensor do direito à preguiça e do amor livre, Juvenal é uma figura ainda mal conhecida mesmo por aqueles que se jactam de estudiosos de sua vida e obra. Como parece ser o caso do próprio Chalub, que vai logo nos dizendo que Juvenal teria morrido porque faltara bebida no navio que o levava de volta ao Ceará-Mirim…
Essa informação sem nenhum fundamento na realidade lhe teria sido repassada por um tal de João Barrão, tipo popular de Rio Branco, que daí a pouco aportava no terraço da Gameleira e confirmava que a ouvira de terceiros. É assim que a História é deturpada e ganha novos e apimentados temperos.
Em Rio Branco, quase todo mundo tem uma história para contar sobre o endiabrado Juvenal, por quem Thiago de Mello, Armando Nogueira e Otto Lara Resende nutrem uma sincera e duradoura admiração. Os dois primeiros costumam recitar versos de Juvenal, passeando de ultraleve sobre o Rio de Janeiro, onde teria morrido Zefa, a amante negra do poeta cearamirimense.
A documentação existente em Rio Branco sobre o poeta é escassa. Constituída em sua maioria por depoimentos orais suscetíveis de contestação, os processos nos quais atuou continuam desconhecidos, apesar do esforço de pesquisadores como José Wilson Aguiar, que resgatou os versos humorísticos produzidos por Juvenal e publicados na imprensa local.
Surpreendeu-me deparar no imaginário acreano a presença de uma certa Laura cujo perfil diverge totalmente daquele que conhecemos de Laura Boaventura de Sá, a quem o poeta cantou em verso e prosa toda a sua vida. Pertencente a uma distinta família do Ceará-Mirim, Laura jamais arredou os pés de sua terra. Mesmo assim há quem jure em Rio Branco que ela viveu ali, no Beco do Mijo, exercendo a mais antiga profissão de que se tem noticias. Confundem-na com Zefa, “a pérola negra”…
Ora, Juvenal é o mito e, como todo mito, suporta há mais de cinqüenta anos após a sua morte a escória, os achaques, os acréscimos e o gosto da mitomania de que toda glória, literária ou não, se reveste. Sem dúvida, o mito se nutre de equívocos.
De indiscutível mesmo, há apenas isto: Juvenal Antunes viveu durante 25 anos no Acre, atuou como promotor de Justiça e advogado, participou da vida boemia e intelectual de Rio Branco, ajudou a fundar a Academia Acreana de Letras e, desde então, continua despertando interesse cinqüenta anos após a sua morte.

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A CARTA ABAIXO ESTÁ ENTRE OS MANUSCRITOS DEIXADOS POR MADALENA ANTUNES, EM PODER DA NETA - LÚCIA HELENA PEREIRA


“Querida Zefa,

Começo felicitando-a pelo valioso título de primeira cozinheira do Brasil. Se é verdade o que dizes, avalio como não passaria bem se estivesse eu por aí, caso ainda fosses dona de Hotel.
A tua carta muito me fez rir. Vejo que continuas a mesma criatura do Hotel Gely, de Natal, cheia de superstições e crendices próprias dos nossos matutos e sertanejos. Também continuas acreditando em cartomancia? Viste três mulheres que desejam casar comigo? Ora, são mais de trinta! Não vou nesse embrulho, permanecerei solteiro, com a testa limpa, chegando à casa pela madrugada, livre e venturoso, sem ter que suportar cenas de ciúme de esposas fingidas ou não.
Madalena (minha dileta irmã), já sabe que és mulher muito mais séria do que tantas que andam por aí e por aqui. Ela sempre simpatizou contigo...porque és mulher de fibra, boa e caridosa, que até já lhe sinto um certo cheiro de santidade. Se não morrer antes dela, trabalharei para canonizá-la!
Vou sadio de corpo e alma, apesar de cinquentão. É que o Diabo ainda não levou minh’alma.
Ah! Zefinha, deixa de tolices e trata de gozar o resto da tua vida, porque este mundo não passa de brincadeira onde os infelizes e os loucos são apenas os que querem ter juízo que, afinal, de nada serve.
Repito que não desejo casar-me. Não sou tolo como tu...
Não sei se algum dia voltarei por aí, não sou lá de muitos planos. Faço tudo de veneta. Ainda, agora, quando vim do Acre, resolvi a viagem em poucos minutos. Como é agradável (em alguns aspectos) ser sozinho no mundo!
Escreve-me logo. Podes até nem acreditar, mas a verdade é que te quero ainda um bem maior do que a muitas outras mulheres, exceto à minha LAURA, que não é mulher, é um anjo e só penso nela de joelhos. Creio que esta, sem te esquecer, é a maior fraqueza de que me acuso”.

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Nota: fotos do acervo de Lúcia Helena Pereira

APÓS LONGOS 13 ANOS, O CANTOR LUIS MIGUEL VOLTA AO BRASIL E DEIXA UMA MULTIDÃO DE FÃS CADA VEZ MAIS ENCANTADA E APAIXONADA.

LUIS MIGUEL
BELÍSSIMO SHOW DE LUIS MIGUEL NO CREDICARD HALL EM SÃO PAULO

Após 13 anos, Luis Miguel volta ao Brasil e anima público paulistano
Cantor mexicano se apresentou na noite desta quinta-feira, 8, no Credicard Hall, em São Paulo.

Na noite desta quinta-feira, 8, a casa de espetáculos Credicard Hall, em São Paulo, recebeu Luis Miguel, que voltou ao Brasil após 13 anos.
Durante a apresentação, o cantor mexicano levou os fãs ao delírio arriscando palavras em português. "Tudo legal? Tudo ótimo?". Enquanto cumprimentava o público, uma bandeira da Argentina foi arremessada no palco, arrancando breves vaias da plateia.
Ao cantar o sucesso La Barca, Luis Miguel se contagiou com a animação e deixou o público levar toda a primeira parte da música, arrancando gritos histéricos quando soltou a voz no refrão. O mexicano volta a se apresentar em São Paulo, nesta sexta-feira, 9, e, no Rio de Janeiro, o show será dia 11.
http://ego.globo.com/famosos/noticia/2012/03/luis-miguel-faz-show-em-sao-paulo.html

quinta-feira, 8 de março de 2012

A DIRETORA DO INSTITUTO CÂMARA CASCUDO INFORMA O RECEBIMENTO DA 12a. EDIÇÃO DO DICIONÁRIO DO FOLCLORE BRASILEIRO.



A EDITORA LITERATA CIDADE ENVIANDO VOTOS DE PARABÉNS PELO DIA INERNACIONAL DA MULHER.


Editora LiteraCidade
editoraliteracidade@uol.com.br

ALFRED ASIS CONVOCA PARA PARTICIPAÇÃO NA ANTOLOGIA "MIL POEMAS A MIGUEL HERNÁDEZ, POETA ESPANHOL.


Miguel Hernández Gilabert (Orihuela, Alicante, Espanha, 30 de outubro de 1910 - Alicante, 28 de março de 1942) foi um poeta e dramaturgo espanhol. Apesar de vir de uma família pobre e ter tido pouca educação formal, publicou seu primeiro livro de poesias aos vinte e três anos de idade e obteve considerável fama antes de sua morte.


Amigos, todos:

Mientras se va gestando todo lo relativo a los encuentros con los "MIL POEMAS A CÉSAR VALLEJO" en el Perú, se ha iniciado el próximo homenaje a Miguel Hernández.

"MIL POEMAS A MIGUEL HERNÁNDEZ" el Poeta del pueblo, Republicano, español, amado por los Poetas del mundo.
Europa se apresta para recibir las voces de América en homenaje a Miguel Hernández.

Adjunto invitación y secuencias de algunos trabajos recibidos que ya van conformando su libro.

La convocatoria es hasta Agosto 2012.

www.alfredasis.cl

Abrazos

Alfred Asis

Nota: Os poemas sobre Miguel Hernández deverão ser encaminhado até agosto do corrente, para:


poeta@alfredasis.cl
frepo@chile.com

HOJE, 08 DE MARÇO, DIA INTERNACIONAL DA MULHER, PARABENIZO A CLASSE COM MUITO ORGULHO E ALEGRIA: PARABÉNS!

MULHERES DO RN
MARINA ELALI - O SABIÁ BRASILEIRO
SANDRA ELALI -
JUIZA DE DIREITO E MÃE DO SABIÁ
JUDITE MONTE NUNES -
PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO RN
ZELMA BEZERRA - MULHER DAS LETRAS
ZEZA MACEDO -
EMPRESÁRIA E AMIGA MUI AMADA
ROBERTA SÁ -
A GRAÇA BRANCA DO BRASIL
MARIA ELENIR FONSECA
AVÓ MATERNA DA GARÇA BRANCA DO BRASIL