sábado, 19 de maio de 2012

"O URUBU E O COLIBRI" - POR PÚBLIO JOSÉ.

O URUBU E O COLIBRI
PÚBLIO JOSÉ

O URUBU E COLIBRI

Públio José - jornalista
(publiojose@gmail.com)

OBS: Qualquer semelhança com a realidade política, jurídica e parlamentar brasileira, não é mera coincidência.


Conta a fábula que o colibri morria de inveja do urubu. Acostumado a voar em baixas altitudes, via o urubu ganhar o espaço em longo bater de asas, desafiar grandes distâncias, planar sereno sobre montes, montanhas, conviver na companhia de brancas nuvens. “Como é majestoso o vôo do urubu”, pensava, diante da insignificância do contexto em que vivia. Parado, ficava a imaginar a beleza dos cenários, a diversidade geográfica, a imensidão dos espaços observados do alto. Olhava para si e se via pequeno, frágil, impotente pela diminuta estrutura corporal que carregava. “Como alcançar grandes altitudes, conhecer novos horizontes, almejar ter uma visão larga do mundo sendo tão pequeno?”, se indagava. Perguntas, perguntas e mais perguntas. E quase nenhuma resposta para apascentar a sua angústia interior. De fato, de concreto mesmo, só a tristeza pela distância que o separava do urubu.
Acalentava um grande desejo de, um dia, conhecer de perto tão fascinante personagem. “Ah, pensava, quantas histórias bonitas o urubu terá para me contar, quantas pessoas interessantes ele deverá ter conhecido como fruto de suas exuberantes expedições aéreas”. Enquanto cuidava da casa, do seu exasperante dia-a-dia, o colibri remoía uma vontade enorme de travar conhecimento com o urubu, de vê-lo de perto diante dos olhos. Mexe daqui, indaga dali, tenta dacolá, terminou conseguindo marcar uma audiência com o importante viajor dos altos ares. O urubu recebeu-o entediado. “O que quererá comigo ave tão insignificante? Porventura pensa que posso ficar aqui perdendo tempo com as bobagens que, com certeza, me trará? Esse povo miúdo abusa da nossa educação, da nossa boa vontade. Afinal, receber colibri para tratar de quê? Colibri, bahhhh!”
Indiferente ao clima abusado que iria encontrar, o colibri antegozava a grande conquista. E se preparava para o dia do grande encontro. Que durou poucos minutos. Após manifestar a sua admiração por tão grande deferência, o colibri não deu nem tempo ao urubu de raciocinar. Sapecou-lhe um convite para almoçar em sua casa. Sem ter outra resposta em mente, o urubu aceitou. Agendaram o futuro compromisso para dali a quinze dias. O urubu bateu suas grandes asas e se foi. O colibri ficou embasbacado. Deu-se umas beliscadas para ter certeza de que não estivera sonhando e voltou para casa – saltitante. Passada a euforia inicial, uma coisa lhe chamou a atenção: o mau cheiro que exalava do urubu. “Seria dele próprio ou fruto de uma coincidência? Ah, certamente algum animal morto por perto fizera aquela descortesia”. Pediria desculpas ao visitante no dia do almoço – conformou-se.
O preparo da refeição lhe deixou afogueado. Pesquisou as mais finas iguarias, os repastos mais saborosos. Com rigor planejou sua agenda para que nada atrapalhasse tão esperado momento. Mas malditas das malditas desgraças!!!! Ao acordar naquele dia encontrou o corpo de um burro morto, putrefato, em frente à sua casa. O fedor era insuportável, nauseabundo. Tentou de todas as maneiras resolver a questão. Chamou o serviço municipal de limpeza, ensaiou um mutirão com outros habitantes do bairro. Não houve jeito. A hora se aproximava e o cadáver do burro permanecia lá, inamovível, impregnando a região com um odor terrível. O urubu chegou e – interessante – nem reclamou do forte mau cheiro, enquanto o colibri se desculpava e se esmerava nos salamaleques. Para piorar a situação, nada agradava ao ilustre convidado. O urubu rejeitava as iguarias e os manjares postos à sua frente.
Aflito, o colibri pediu licença ao urubu e internou-se na cozinha para tentar um novo prato. Perdeu tempo na nova empreitada. Quando deu por si imperava na casa um grande silêncio. “Onde estará o visitante?”, afligiu-se mais ainda. Procura, procura e nada. “Vergonha, vexame! Com certeza ele foi embora”. O colibri não se perdoava a afronta feita ao urubu – e lastimava a amizade perdida. Desalentado, deu uma chegadinha no terraço da casa. Qual não foi sua surpresa ao flagrar o urubu inclinado sobre o burro morto, refestelando-se com a carniça fedorenta, engolindo, com sofreguidão, nacos e mais nacos do corpo do finado animal. Estupefato - e impotente - o colibri a tudo assistia. Terminada a refeição o urubu bateu suas longas asas e alçou vôo. Do colibri nem se despediu. Como herança deixou apenas uma forte fedentina no ar. E foi curtir a podre refeição na imensidão azul celeste.

sexta-feira, 18 de maio de 2012

JOHANN LEONHARDT HOLLERBACH HOMENAGEADO EM TEÓFILO OTONI.



JOHANN LEONHARDT HOLLERBACH

O Pastor Hollerbach como é mais conhecido, nasceu em Wertheim, Baden (Alemanha) em 09 de outubro de 1835 e faleceu em Teófilo Otoni, em 10 de julho de 1899. Aos 23 anos de idade troca a condição de professor auxiliar pela de estudante de Teologia, ordenando-se pastor em 25 de agosto de 186. Em 23 de maio de 1862, chega ao povoado de Philadephia, hoje município de Teófilo Otoni/MG.

Durante os 37 anos que serviu à região, as suas atividades não se limitaram à religião, atuando também como elemento propulsor de extraordinário trabalho de assistência social e educacional para a comunidade. Assim, logo a chegar ao povoado, funda o primeiro estabelecimento oficial de ensino (escola primária), onde ministrava aulas em alemão e português (escola bilíngüe).

É Patrono da Educação em Teófilo Otoni por meio da Lei 5.553, de 28 de dezembro de 2005 e Patrono Perpétuo da Cadeira 22, da Academia de Letras de Teófilo Otoni.

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*** ACADEMIA DE LETRAS DE TEÓFILO OTONI ***

Fundada em 20 de dezembro de 2002 - CNPJ:05.680.583/0001-62

Amor vincit omnia

POESIA SCRAP - AGRADECIMENTOS DE ANTONIO CARLOS DAYRELL.


Agradeço a toda equipe do Centro Cultural Padre Eustáquio e a todos aqueles que de alguma forma concorreram para que esse evento pudesse vir a acontecer, em especial:

Fundação Municipal de Cultura da Prefeitura de Belo Horizonte

Mônica Andrade
Gerente do Centro Cultural Padre Eustáquio

Raquel Castro e Maria Ilce
Arte Educadoras

Hélio Eustáquio Vidal Prata
Bibliotecário

Luciano Coutinho e Edvar
Assistentes Administrativos

Funcionários responsáveis pela conservação,
limpeza, segurança e serviços auxiliares do CCPE

JORNAL O TEMPO

JORNAL MG CULTURA/TURISMO

JORNAL GAZETA MONTENSE

Fabio Oliveira
Imprensa/Diário Oficial do Município

Sônia Veneroso
Academia Santantoniense de Letras (ACADSAL)

Academia Contagense de Letras

Germina Revista de Literatura e Arte

Bilá Bernardes
MG Poetas del Mundo (Brasil)

Márcia Araújo
Ativista Cultural

Regina Ximenes
Artista Plástica

Lúcia Helena Pereira
Ceará-Mirim/RN

Ceicinha Câmara
Portugal

Geralda Efigênia
Natal/RN

Muito Obrigado.

Antônio Carlos Dayrell

quinta-feira, 17 de maio de 2012

POESIA SCRAP - ANTONIO CARLOS DAYRELL INFORMA SARAU DE 10 A 25-05-2012.


Sarau com o poeta Antônio Carlos Dayrell

Dia 19, sábado, às 10h

Centro Cultural Padre Eustáquio

Rua Jacutinga, 821

Padre Eustáquio (Dentro da Feira Coberta)

Belo Horizonte


NOTA: Somente o Sarau é que é no Sábado, próximo, dia 19 de Maio

(é apenas um único Sarau)

A exposição é que ocorre entre os dias 10 a 25 de Maio

Obrigado

Dayrell.

DAUFEN BACH SEMPRE PROPAGANDO A BOA LITERATURA.

DAUFEN BACH

Olá meus amigos!
Bom dia!
Como toda quinta-feira, apresento um novo texto de Tatiana Carlotti.

Tatiana Carlotti sempre nos apresenta textos deliciosos e, esse nova
publicação é, literalmente, deliciosa.

Cliquem, confiram e como ela diz: "Experimentem! Bom apetite!

http://sociedadedospoetasamigos.blogspot.com.br/2012/05/no-reino-adocicado-do-bolinho-de-chuva.html

Um grande abraço a todos!

Daufen Bach


daufenpierrot@gmail.com

quarta-feira, 16 de maio de 2012

FALECEU ONTEM, 15-05-2012, UM DOS MAIS CELEBRADOS ESCRITORES MEXICANOS: CARLOS FUENTES.

BANDEIRA DO MÉXICO E DO PANAMÁ
CARLOS FUENTES

Faleceu ontem (15-05-2012) o escritor mexicano Carlos Fuentes, ganhador do Prêmio Cervantes, o mais importante da literatura espanhola. Ele morreu nesta terça-feira, aos 83 anos, na Cidade do México

Tornou-se um dos maiores destaques da literatura latino-americana, desde que publicou o celebrado "A região mais transparente" (1958).
Fuentes recebeu os mais importantes prêmios literários em espanhol e seu nome foi cogitado, ano após ano, para ganhar o prêmio Nobel em suas quatro décadas de atividades literárias.

Teve como última honraria o doutorado Honoris Causa da Universidade das Ilhas Baleares, na Espanha, anunciado na segunda-feira.
Filho de um diplomata mexicano, Fuentes nasceu no Panamá, em 11 de novembro de 1928 e viveu seus primeiros anos em Quito, Montevidéu e inclusive no Rio de Janeiro, até se estabelecer, durante sua educação primária, nos Estados Unidos, alternando-a com férias no México, onde, incentivado pelo pai, fortaleceu o espanhol e a defesa de suas raízes mexicanas.

Escritor e diplomata, ex-embaixador na França, Fuentes explicou em 2009, no Salão do Livro de Paris que a decisão de escrever em espanhol se deveu a que há "coisas que só podiam ser ditas em espanhol. Havia uma espécie de terra virgem para o escritor".
Entre suas obras mais reconhecidas estão "A Morte de Artêmio Cruz" (1962), "Aura" (1962), "Terra Nostra" (1975) e "Gringo Velho" (1985).
Fuentes deixa mulher, a jornalista mexicana Silvia Lemús, sua segunda esposa, com quem se casou em 1970. Da união nasceram Carlos Rafael, que sofria de hemofilia e morreu em 1999 aos 25 anos, e Natasha, que morreu anos depois, aos 32, de causas desconhecidas.
As demonstrações de respeito se sucederam após o anúncio de sua morte.

O escritor mexicano Xavier Velasco, ganhador do prêmio Alfaguara 2003, lembrou do escritor em entrevista à Milenio Televisión.
"Era muito entusiasmado e muito generoso, não haverá mais intelectuais como Carlos Fuentes. Acredito firmemente que é o maior romancista que o México deu e tinha, também, o melhor senso de humor", disse.

"Terei sempre diante de mim o sorriso de Carlos Fuentes, e penso que justo agora está rindo de nós", acrescentou.
Ao falar do escritor na mesma emissora, Héctor Aguilar Camín, autor de romances como "México - A Cinza e a Semente" (2002), disse que Fuentes "inventou a noção do escritor profissional, do escritor que pode viver só de ser escritor".

"A cordialidade de Fuentes, a suavidade extraordinária de sua conversa às vezes fazia com que se esquecesse que se estava com um dos maiores personagens da literatura universal", destacou.
Em 2008, ao completar 80 anos, o governo mexicano organizou para o autor uma festa nacional, no qual ele comentou sua relação com a escrita.

"Deve-se ter muito medo de escrever. Não é um ato natural como comer ou fazer amor, é de certa forma, um ato contra a natureza. É dizer à natureza que não se basta a si própria, que precisa de outra realidade, da imaginação literária", disse.
jg/lp/ad/mvv/dm

terça-feira, 15 de maio de 2012

E O QUERIDO DAUFEN BACH VEM ANUNCIAR MAIS UMA OBRA DE SUA AUTORIA. PARABÉNS!!!

DAUFEN BACH

BREVES ENCENAÇÕES, SOBRESSALTOS

Gênero: Poesias
Edição/Ano: 1°/2012
Autor: Daufen Bach.
I.S.B.N.: 9788541600569
Páginas: 160
Preço Edição Impressa: R$ 38,20
Preço Livro Virtual: R$ 11,46


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