terça-feira, 6 de setembro de 2011

A KENGA MAIS FAMOSA DO NORDESTE BRASILEIRO, JARITA NIGHT AND DAY, APRESENTA O SOW MY LIFE NO TAM.

JARITA NIGHT AND DAY
JARITA - RAINHA DAS KENGAS DE 1987
JARITA COM MONIQUE EVANS

A Kenga mais famosa do Nordeste Jarita Night and Day apresenta nesta sexta My Life - O show.
O espetáculo que será apresentado no Teatro Alberto Maranhão faz parte das comemorações de 25 anos de humor e irreverência do ator Bira Santos que deu vida à Jarita no ano de 1986. Divina Shakyra fará participação especial.

O nome vem de um apelido quando criança que era, JARA e a junção do nome da primeira Dama da Argentina, ANITA e para completar usou uma EXPRESSÃO muito utilizada nos anos 80, daí tornou-se “JARITA NIGHT AND DAY (a bicha do dia e da noite com porte de primeira Dama). O personagem é constantemente convidado para FAZER graça por aí!!! Seu mérito está na criatividade e improviso não importando onde esteja e com qual tipo de público venha a trabalhar. Sua língua é afiada para quem ousar lhe provocar. Vaidosa aos extremos se acha linda (creia!!!) apesar de desdentada e exageradamente maquiada.
Vejamos algumas fotos de Jarita.


Serviço:
Jarita Night and Day em My Life - O show
Sexta 09 de setembro ás 20h e 30min
no Teatro Alberto Maranhão.

Os ingressos estão a vendas na Bilheteria do TAM
R$ 20,00 inteira e R$ 10,00 meia.

Informações:
3222- 3669 / 9409 - 4440

Informações para imprensa: 9175-9870

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

SONETO DA ESPERA - POETISA ZILA MAMEDE!

ZILA MAMEDE
SONETO DA ESPERA
Zila Mamede
O verde obstinara-se em teus braços
em mim compôs apenas superfície
de tempo, de que és vértice: nasceste
na tessitura frágil das lembranças.

Carregados teus pés se justapõem
às andanças, maduros de certezas
que tuas mãos colheram, na visão
das auroras caídas sobre a mesa.

Verde, esse teu aliciando ventos
sugere uma esperança vespertina
entre os vãos paralelos das estrelas.

Comigo - claro escuro - o tempo estaca
se verde o sol me abriga, definindo-te
cada vez mais tranqüilo de mistérios.

DE MOSSORÓ PARA NATAL, CINARA FILGUEIRA MACIEL FESTEJA SEU ANIVERSÁRIO E A FESTA DA MAMÃE CEIÇÃO MACIEL FILGUEIRA!

DE PARABÉNS CINARA FILGUEIRA MACIEL QUE FESTEJOU ONTEM, AQUI EM NATAL, ONDE ESTUDA E MORA.
SEUS PAIS: SR. FILGUEIRA E CEIÇÃO MACIEL FILGUEIRA FESTEJARAM ONTEM, DOMINGO, TUDO EM FAMÍLIA, COM LISANE E ALANO. AFINAL, AMANHÃ É O GRANDE DIA DA MÃE DE CINARA AUTOGRAFANDO SEU LIVRO SOBRE ELOY DE SOUYZA.

PARABÉNS!

domingo, 4 de setembro de 2011

A ESCOLA ESTADUAL MONSENHOR ALFREDO PEGADO, FAZ HOMENAGEM À LITERATURA FEMININA POTIGUAR, ATRAVÉS DE TRÊS ESCRITORAS.

A DIRETORA ARILDA E SUA TÃO QUERIDA ESCOLA ESTADUAL MONSENHOR ALFREDO PEGADO, NO BAIRRO DE MÃE LUÍZA, COM AS CRIANÇAS EM "CORTEJO LITERÁRIO", EM AGOSTO PASSADO.
HOMENAGEM À ESCRITORA E POETISA LÚCIA HELENA PEREIRA
HOMENAGEM À ESCRITORA SALIZETE SOARES
HOMENAGEM À POETISA FLAUZINEIDE


E assim caminharam, a "Quadrilha Literária" de Arilda, alunos do bairro de Mãe Luiza, s(amo muito vocês) e as Lúcias Heleninhas, Salizetinhas, Flauzineidinhas e tantas outras escritoras.
Fotos e informações do site da Escola Estadual Izabel Gondim, obrigada à esta amada escola.


Vejam mais visitando este site:
http://izabelgondim.blogspot.com/




NOTA: E NO PRÓXIMO DIA 09 DE SETEMBRO, ESTAREI NA ESCOLA IZABEL GONDIM, PARA OUTRO CORTEJO LITERÁRIO", ONDE UMA ALUNA USARÁ A FAIXA COM MEU NOME.
ESSAS EMOÇÕES CHEGAM DE SURPRESA E NEM SABEMOS O QUE DIZER.
DE MOMENTO, POSTAR ESSAS FOTOS-HOMENAGENS DO BLOG DE FLAUZINEIDE: www.divulgadoraliterocultural.blogspot.com
.
MUITO OBRIGADA!

PREFÁCIO DE "ENSAIOS MÍNIMOS" (INÉDITO), PUBLICADO NO CORREIO BRASILIENSE - DF, EM 1990, CHEGA ÀS MINHAS MÃOS.



A ESCOLA DO CEARÁ-MIRIM
José Lívio Dantas
Do PEN Clube do Brasil


Com O Spleen de Natal (Amarela Edições, 1996) e agora estes "Ensaios Mínimos", Franklin Jorge doutora-se, por assim dizer, como um dos membros mais representativos da Escola do Ceará-Mirim. Já tive outra oportunidade, em circunstância jornalística, de aludir ao caráter comum que essa cidade do Rio Grande do Norte infunde em seus filhos, como humanistas e figuras de expressão nacional nas letras científicas, filosóficas, jurídicas, históricas e literárias propriamente ditas. E lembro-me, ao dedilhar das teclas, de Rodolfo Garcia, Juvenal Antunes, Edgar Barbosa, Nilo Pereira, Jaime Adour da Câmara, Padre Jorge O’Grady e Gerardo Dantas Barreto, uma pleiade em que não pode faltar o nome do cronista-mor Júlio Gomes de Senna com seu bem documentado Ceará-Mirim, Exemplo Nacional.
O traço característico dessa escola é a síntese que seus membros fazem do particular com o geral, da aldeia com o mundo, do detalhe com a macrovisão. Nisso são magistrais. Olham para o pormenor e vêem a paisagem; falam de sua querência - para nordestinizar esse bonito vocábulo gauchesco - e se universalizam; voltam-se para dentro de si próprios e redescobrem a humanidade. Não é sem razão que são chamados de humanistas, ceará-mirimentes humanistas.
Dois capítulos nestes Ensaios Mínimos, entre dúzia e meia de outros, bastam para comprovar a díade particular-universal, aqui tão bem conjugada por Franklin Jorge: Meu Montaigne e Palmyra revisitada.
Do pensamento de Montaigne, em pouco mais de uma página, Franklin faz uma leitura perfeita, em sintonia com dois dos maiores intérpretes do autor de Ensaios: Sainte-Beuve no século passado e Merleau-Ponty em meados deste. Onde Sainte-Beuve diz: "Être homme, voilá sa profession", Franklin completa: "Seu ofício consiste em viver em plenitude a circunstância". E quando Merleau-Ponty destaca que o ceticismo de Montaigne tinha duas faces, significando que "rien n’est vrai, mais aussi que rien n’est faux", nosso autor arremata: "Chega a ser pirrônico em sua capacidade de duvidar das certezas. Sabe que o medíocre é dogmático e ignora a dúvida".
Em Palmyra revisitada, Franklin Jorge nos leva ao pequeno mundo de Palmyra Wanderley - a Cidade do Natal com suas praias Redinha, Do Meio, Areia Preta e seus bairros Alecrim, Refoles, Rocas, Tirol, Petrópolis. Por esses topônimos ela chega aonde chegaram Auta de Souza, Gabriela Mistral, Edna Saint Vincent Millay, Cecília Meireles, Florbela Espanca e Henriqueta Lisboa, cada qual em seu mundo próprio. Franklin sabe disso. E tanto sabe que não teme paragonar Palmyra como, por exemplo, a lusa Florbela. Pois quem não vê que ele estava pensando no soneto Rústica ("Um vestido de chita bem lavado,/ Cheirando a alfazema e a tomilho") quando se refere às “lavadeiras das Quintas” do soneto obra-prima da poetisa potiguar?


Partem, cantando, à luz das alvoradas,
Molhando os pés na relva dos caminhos.


“Sabiá que tivesse penas de ouro”, na imagem de Andrade Muricy, ou a “cigarra dos trópicos” segundo Agripino Grieco, Palmyra Wanderley encontra em Franklin Jorge seu cultor ideal, um escritor para quem um verso como “Molhando os pés na relva dos caminhos” soa com a mesma plasticidade e a mesma beleza eufônica de “Verlaine? Il est caché parmi l’herbe, Verlaine” de Mallarmé.
Outros Franklin Jorge pelo século vinte e um a fora certamente darão prosseguimento a essa vigília em torno da poesia de Palmyra. Como o faz com espírito e coração, com inteligência e sensibilidade nosso Franklin Jorge de hoje. Aliás, sua missão intelectual parece ser mesmo essa: velar com olho “proustiano” e “alado” por nossos deuses lares: Auta, Palmyra, Juvenal, Cascudo, Myriam, Edgar, Zila e Caldas, para mantê-los em posição simétrica com os que mais mereçam ser velados no plano particular como no plano universal, sem exclusão de um pelo outro. E note-se que ele é um ceará-mirinense de apenas dois meses de vida naquele jardim de Academos à margem de canaviais. Tempo que lhe foi suficiente para receber, no leite que mamou, seus melhores e mais autênticos eflúvios. Salvo seja.


*Prefácio de “Ensaios Mínimos” (Inédito), originalmente publicado no “Correio Braziliense”, D.F., 1990 e noutros jornais.

"NISIA FLORESTA EM PORTO ALEGRE" É O TEMA ESCOLHIDO PELA DRA. HILDA AGNES HÜBNER FLORES PARA A ANTOLOGIA DA AJEB-2012

DRA. HILDA AGNES HÜBNER FLORES
"Querida Lúcia Helena,


Hoje, aqui em Porto Alegre/RS, está um dia ensolarado, bonito como são os dias de vocês aí! O céu mirídio espanta o frio de inverno, que no
entanto promete ainda voltar.
No momento ando ocupada com uma pesquisa para um artigo que devo escrever sobre a vossa/nossa - Nísia Floresta: "Nísia Floresta em Porto Alegre". Vai fazer parte de uma antologia escrita, me parece, por
várias pessoas que já pesquisaram sobre Nísia Floresta. Ela residiu em
Porto Alegre de 1833 a 37.
Em 1833 lhe nasceu o filho, ela lançou a 2ª edição de seu "Direitos
das mulheres e injustiça dos homens" e faleceu o marido, em agosto,
vitimado por pneumonia. Ela enfrentou sozinha a criação do casal de
filhos, como também fez Ana de Barandas, sua amiga porto-alegrense,
intelectual e separada do marido, um advogado que "navegava por outros mares e encostava em outros lares..."


Conforme já lhe informei (e convidei) estou encarregada de organizar a antologia da AJEB nacional para 2012, Já temos umas 80/90 páginas.




Dia 3 de novembro o Dicionário da Mulher vai para o 5º lançamento, na 57ª F
eira do Livro de Porto Alegre. Na palestra que antecede o autógrafo,
vou lembrar nomes que batalharam pelos direitos da mulher, a começar
por Nísia, que lutou pelo direito ao estudo (seguiram o direito a um
trabalho remunerado, ao voto e ao divórcio). Todos os demais são
desdobramentos, e aí apelo para as autoras presentes, cada uma
apontando o caminho que achou para se realizar, seja como advogada,
promotora, professora, promotora cultural, médica, enfermeira,
presidenta, etc, etc.
Vai saltar um leque profissional, a comprovar a capacidade feminina por tantos séculos sufocada. E com isto quero encerrar o capítulo Dicionário (volta e meia recebo matéria nova por quem ficou de fora, pedindo 3ª edição do Dicionário de Mulheres.

Estou com outras atividades engatadas, a começar por leituras, que quero por em dia...


Abraço afetuoso,


Hilda".

POEMAS DO CÔNSUL POETA DEL MUNDO, CARLOS MORAIS DOS SANTOS, PARA ESTE 03 DE SETEMBRO DE 2011.

NA FOTO ACIMA, UMA PAISAGEM DA BARRAGEM CASTELO DO BODE EM SANTARÉM - PORTUGAL.
Paisagem de Portugal


PAISAGEM QUASE IRREAL
Carlos Morais dos Santos




Quase manhã clara, paisagem coada
Ainda por um véu de noiva em neblina
O Sol, rompe a virgindade da madrugada
Despe águas e florestas, rasgando a cortina


Olho, contemplo, abrangendo tudo, e inundo o olhar
Ouço os acordes de aves a romper o silêncio quase absoluto
Já acordado, descanso, acalmo, penso que estou a sonhar!
A beleza da placidez bucólica me refaz: Não sofro, não luto!


Horizonte de paisagem quase irreal que enleva e faz meditar
Na força estética da Mátria Terra redentora, divina, magistral
Aqui, estamos envolvidos por um “Shangri-lá” de re-encantar
homens desiludidos, exauridos, já perdido do olhar, já sem ideal


Por isso, as divindades que aqui habitam estas florestas, estas águas
Acendem nos homens a esperança de que há uma eternidade a salvar
Que se mostra nestes momentos que celebram a vida e esquecem mágoas
Enquanto a nave do tempo percorre o espaço no dorso do vento a navegar


Olho ilhotas, ainda sonolentas, espelhando silhuetas, repousando, serenas,
Renascem para a luz reveladora e se deixam banhar nas águas lustrais
Mirando as florestas que escondem os segredos das montanhas amenas
Que ao som da música do vento eterno se animam de bailarinos pinheirais


Noturno de Chopin, fuga de Bach, Pintura de Monet, que nos sublima,
alvorada cantata de Mozart e hino à alegria de Bethoven que nos sacode
É uma Ode à vida, um deslumbramento que nos convoca, ilumina e ensina
Que convivemos com o divinal, acordando nosso olhar em Castelo de Bode.




Rio de Janeiro


ÀS VEZES…
Carlos Morais dos Santos (*)


Em meus olhos secos há gotas de lágrimas interiores
Em minhas lembranças já mal vejo com nitidez o passado
Que, às vezes, só recordo na memória e visão dos outros
Que me falaram num futuro de melhores frutos e sabores
Que ousei sonhar que alcançaria mesmo lutando empenhado


Em meu olhar de memórias fragmentadas, enfraquecido
Faltam mil pedaços de vivências, momentos de vida
Que preencho com fantasias do que poderia ter vivido
Vivo em ilhas desertas, de onde, cativo, não vejo saída


Com estes meus olhares fui sentindo a vida que criei
Um ideal continente de imagens ousadas, inesperadas
Em minhas fotos procuro uma poética que fotografei
E em meus poemas as imagens às vezes não alcançadas


E sem vislumbrar o que realmente fiz bem e fui
Sem me conseguir olhar no espelho do que passou
Sinto, ás vezes, que o passado se desfaz e logo dilui
E que o futuro do que poderia ter sido já passou


Porque Venho de um tempo e espaço inexistente
De muitas memórias cedo demais sequestradas
Tive de reinventar-me, às vezes, tenaz e lentamente
E erguer-me do fundo de águas, às vezes, agitadas


Águas de algum meu naufrágio agora já esquecido
E de traiçoeiras, embora ás vezes mansas tempestades
Que abafaram todos os meus interiores gritos e gemidos
Nas ondas de confusas espumas de disfarçadas falsidades


Da vida, só me resta agora querer ainda sentir
O pulsar final do que for mais forte e verdadeiro
Para resgatar tardiamente o sonho do adiado devir
Do que nunca antes foi vivido no total e por inteiro


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(*) Poeta português, Cônsul Poeta do Mundo de Lisboa
Fotos do Rio de Janeiro e Portugal - por Carlos Morais